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"Fundação
Danny" quer mais dignidade para os evacuados em Portugal | |||||||||||||||||||
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03-06-07
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A
Fundação " Danny", uma organização sem fins lucrativos, quer assegurar
melhores condições aos doentes evacuados de Cabo Verde em Portugal,
financiando, se possível, um lar onde possam beneficiar de conforto e um
mínimo de dignidade. Mas,
para isso, precisa de mais apoios para conseguir os seus
propósitos. | |||||||||||||||||||
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O apelo foi
lançado via internet pela sua mentora, Grace Beatriz, uma cabo-verdiana
que vive na Holanda e que está a fazer uma verdadeira cruzada para ajudar
os doentes cabo-verdianos evacuados para Portugal.
Segundo Grace Beatriz, a Fundação Danny está a ser apoiada
essencialmente por Frederico Sanches, internista do Serviço de Oncologia
de um hospital português, e por uma cabo-verdiana a viver em Portugal e
que é co-fundadora do FASCP (Fundo de Apoio aos Cabo-verdianos em
Portugal). "A nossa Fundação precisa de donativos. Qualquer ajuda será bem
vinda, pois é nossa intenção aumentar os dois Euros/dia disponibilizados
pela Embaixada e proporcionar aos doentes alguns momentos de lazer e de
convívio", lê-se na missiva posta a circular por Grace Beatriz.
Esta fundação, de acordo com Grace, surgiu após a morte do
jovem Danny, que sofria de leucemia e se encontrava evacuado em Portugal.
"Primeiro senti a necessidade de escrever e publicar um livro sobre a
vida, o sofrimento e a morte deste jovem a quem a pobreza não conseguiu
tirar o sonho de ser economista mas a quem uma doença grave, num país com
poucos recursos médicos, negou impiedosamente o direito de lutar pela
concretização dos seus sonhos. A ideia era lamentar e compartilhar a minha
tristeza com outras pessoas. Uma forma de, talvez, reduzir a minha
frustração, que não diminuiu a obrigação e o dever cívico de, como
cabo-verdiana, lutar e contribuir para que o sofrimento dos evacuados para
o exterior seja minimizado". Foi, aliás, do convívio com Danny que, afirma Grace Beatriz,
nasceu esse desejo que se transformou num compromisso: criar uma fundação
que apoiasse os doentes cabo-verdianos evacuados para Portugal. É que,
prossegue esta interlocutora, durante o ano em que acompanhou o Danny ao
Instituto de Oncologia de Lisboa, viu muita solidão, sofrimento e angústia
dos doentes. "Fiquei a saber, no ano passado, que estão cerca de 300
doentes cabo-verdianos em Portugal. A maioria são doentes Oncológicos
(Doentes com Cancro) e Insuficientes Renais Crónicos Terminais (doentes em
Hemodiálise), que vivem em situações precárias e pouco dignas", desabafa.
Esta constatação levou-a a visitar, em Outubro de 2006, a
Pensão 25 de Abril onde vivem mais de 40 doentes cabo-verdianos. Estes
recebem do Estado de Cabo Verde uma pensão para pagar o quarto, mais 60
euros mensais para a alimentação, vestuário, transporte e produtos de
higiene. "Não é difícil imaginar a insignificância desta quantia. Mas o
cabo-verdiano, talvez por ser o produto do próprio sacrifício e
resignação, quase nunca se queixa da falta do dinheiro, da dor física
provocada pela doença e de outros problemas que, inegavelmente, passa.
Queixa-se sim da solidão, das saudades da família em Cabo Verde e, quiçá,
alguns pressentindo o fim, do desespero de morrer longe de quem mais
amam", lamenta Grace Beatriz, para quem mesmo com pouco é possível ajudar
pessoas vítimas de doenças graves a terem melhores instalações, mais
conforto e condições indispensáveis para continuarem a sonhar.
Constânça de Pina É preciso sensibilizar mais o
cabo-verdiano em Portugal e na diáspora e, o próprio
povo português a envolvera para ajudarem os evacuados.
Pois, os evacuados, ao chegarem a Portugal devem ter uma
melhor integração de forma a terem uma vida mais digna.
Esse artigo devia ter um contacto dessa fundação para
possíveis contactos. Tony Correia O artigo é também um apelo a todos nós
emigrantes em Portugal e principalmente aos médicos de
origem cabo-verdiana. Se cada um de nós mensalmente der dez
euros, é possivel que a Fundaçâo Dani consiga abrir o
necessário e útil. Espero que as nossas associaçoes sediadas
em POrtugal sensibilizem todos os seus membros e
apoiantes na ajuda para a criaçao do Lar. O GOverno tem a obrigação de ajudar.
Sugiro até que sejam contactados médicos cabo-verdianos
que aqui trabalham para seguir os doentes evacuados, em
vez de se enviar médicos que lá estão para fazer esse
acompanhamento.
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A Semana (03-06-2007)